A vida de João Batista impressiona a todos nós. Conhecido com o maior de todos os profetas, e profetizado por Malaquias, que este “prepararia o caminho do Senhor Jesus”. João, nasceu de uma mulher estéril, e era filho do Sacerdote Zacarias. Seu nascimento veio em resposta a uma profecia do anjo Gabriel a seu pai. Zacarias, duvidou em seu coração e ficou mudo (Lc 1:20). E só ficou curado quando viu de fato a profecia se cumprir. João Batista, teve uma infância cheia de esperança, ainda no ventre era cheio do Espírito Santo, deixava a sua mãe cheia da graça, e seu pai, no dia da sua circuncisão foi cheio do Espírito Santo (Lc. 1:14,67). Os seus visinhos, dizia: O que virá ser este menino??(Lc. 1:66) Estavam maravilhados. Zacarias, foi tomado em júbilo e profecia, e profetizou a respeito de Jesus e seu filho João. Declarou que João seria profeta do Altíssimo (Lc 1: 76). Eu e você naquele época, diríamos: Glória a Deus!!! Aleluias!!! Oh Glória!!! Deus é Bom!!! Eitaaa Jeová!!!
A vida de João é parecida um pouco com a nossa: Quantas expectativas fazem ao nosso respeito? Quantas previsões fazem conosco? Falam... vai ser isto, ou aquilo.... enfim, até o nosso ano, fazemos previsões, não é verdade?? João vivia cercado disto. Que infância abençoada!!! Que início maravilhoso!!
Porém, havia algo no cronograma de Deus para vida de João, que nem todos estão dispostos a entrar: NO DESERTO. (Lc 1:80). Seu perguntasse a você caro leitor, onde você gostaria de passar as férias?? Você responderia: - No Deserto?? Acho que você pensou em vários lugares nesta hora. Mas o Deserto foi o lugar escolhido por Deus para desenvolver seu servo. Observe que os detalhes da juventude de João não é falado, com no seu nascimento. É um silêncio. Um tempo de tratamento na intimidade. Só se fala de João no Cap 3 de Lucas, quando ele já tinha 30 anos. Porém o que a bíblia fala é o que era fundamental para João naquele momento: “O menino crescia e se fortalecia no espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel”. Entendo algumas coisas com este texto, nesta história edificante:
- Deus não fez o deserto para se tornar maior do que você.
Ele levou a João com o propósito de fortalece-o especificamente. O deserto era para ser vivido, vencido superado e adaptado. João era muito distinto do povo da época. Vestia-se de pele de camelos e comia gafanhoto e mel silvestre. Ele se adaptou. Foi um propósito de Deus com ele, com tem sido com nós especificamente de maneiras diferentes, concorda?. João respondeu ao Deserto: Crescendo e Se fortalecendo. Não perca a benção de Deus, por falta de adaptação. Viva e vença o deserto, ou melhor, os desertos.
- O Deserto não pode ser subestimado.
Certo grupo de pastores visitando o monte Sinai, o guia turístico informa ao grupo que levasse água. Bastante água. E deu uma ordem: - Bebam água até quando não estiver com sede, pois você poderá nem perceber, mas o corpo de vocês nesta temperatura e calor, precisará de uma hidratação especial. Caso contrário, alguns ficaram no meio do caminho. A história se repete na vida de Israel no AT, onde 2 milhões de judeu morrem no deserto por causa da murmuração. Por isto ressalto: Não subestime o deserto!! Se hidrate do Espírito Santo!!! Se adapte rapidamente!! Veja Fl 4:10-13, Paulo falando que sabia viver em qualquer situação.
- Existe um tempo determinado para que você passe pelo deserto. Deus tem o controle disto.
João passou quase 30 anos no deserto. Viveu lá até o dia que Deus iria o manifestar. Desertos são passagens, para uma Canaã. Mas, quantos desertos são fantasiados por nós mesmos?. Existem pessoas vivem em um deserto mental, impressionante. Certa vez passei uma situação em casa, que olhei para as dispensas e disse a minha mãe: - Mãe, não tem nada pra comer!! Ela, sabiamente me disse: - Como não tem nada?? - Veja bem: Tem ovos, tem cucuz, tem bolacha... aquela lista.... Me constrangir, me rendir, me convertir. Eu só tava vendo o que eu queria e não tinha, e não o que tinha de fato, e era necessário. Deserto mental. Veja com Deus tem sido bom em sua vida! Seja agradecido!! Outras pessoas vivem no deserto há anos, por conta de suas escolhas, e colhem o que semeiam. Culpam a Deus, os pastores, a todo mundo, mas não rever as suas atitudes. Outras estão no deserto, passando por provações que a vida impõe, tribulações, um deserto financeiro, mas ainda tem azeite na candeia, tem fidelidade nos dízimos, nas ofertas, tem vida de santidade, tem compromisso, tem integridade moral, passa a prova dando glórias a Deus, aprofundam sua vida de oração, se humilha, se rende, (cresce e se fortalece), meu irmão, eu nem imagino com fica o coração de Deus nestas horas. No seu íntimo, acredito que Deus diz: Vai chegar a sua hora, o seu tempo, isto é necessário.
O final do tempo deserto foi o início do ministério de João Batista. Em Lucas 3:1-2, João é citado no meio dos nomes das autoridades (governadores, tetrarcas, sacerdotes...), nas somente para João, se manifestou a voz do Senhor, a palavra do Senhor. E onde foi?? No Deserto. No lugar que Deus o tinha deixado, e quando o procurou, encontrou lá, na sua posição. Querido leitor, NÃO SAIA DA POSICAO, DO LOCAL, QUE DEUS TE COLOCOU. A NÃO SER ELE MESMO MANDE. Pode está sendo difícil, mas com Deus é mais seguro está no deserto, do que qualquer outro lugar sem Ele e sem sua presença. Quando Deus fala a João Batista, era o momento de manifestar o seu Kairós na vida dele. O tempo Cromos, é o tempo físico, pelo qual vivemos, as horas, os meses, as estações. Mas o Kairós, é o tempo de Deus. Este tempo é manifestado pela soberania de Deus, em resposta a nossa obediência. Não depende de lugar, modo, ou coisas. Depende de Deus nos acharmos na posição e no lugar certo.
Percebo que o Deserto produziu 03 coisas na vida de João Batista:
1. Autoridade Espiritual (Veja Lc. 3:7-9)
Veja como João expõe a verdade, sem macular.
2. Senso de Justiça (Lc. 3:11-14)
Veja com João não usurpa o seu posto profético para tirar proveito a quem o procurava. Era valente pela verdade e pela justiça. Ia direto ao ponto.
3. Humildade (Lc 3:1-15-22)
Reconheceu os limites seu ministério diante de Cristo. Não se considerou o que não era: O Cristo. Sua fama crescia, mas ele sabia de onde veio, e para que veio. Não usurpava de títulos que não era seu, nem de ministérios de outros. Foi humilde no que disse, que não era nem digno de desatar as sandálias de Cristo. Resistiu em batizar a Cristo, por humildade, e mesmo ouvindo a voz do céu a Cristo, que ele era o Filho amado do Deus, não ficou com ciúme, com sentimento de rejeição, pois aprendeu a “Crescer e se fortalecer no Espírito”.
Que Deus nos Fortaleça
A Cada Dia Rompendo em Fé
Augusto Cézar Pitancó de Lima




