Neste fim de semana estive na IEQ Cauamé, ministrando uma palavra na campanha: Quanto vale uma alma? Todos nós sabemos que uma alma vale mais que mundo inteiro. Mas na prática isto é verdade? Demonstramos o quanto uma alma é valiosa ou somos seletivos em nossas percepções de mundo? Atribuímos às pessoas o seu devido valor como Deus retribui?
Li o texto Marcos 2:13-17, que fala sobre o chamado de Levi(Mateus), algumas coisas me ensinaram a caminhar ainda mais tendo a Jesus como Modelo e Senhor da minha vida:
1. Jesus gostava de gente.
A bíblia fala que Jesus(v.13) torno a sair para o mar. Isto que dizer que era hábito de Jesus circular, entrar em lugares, e ver gente. A prova é que as multidões ia com ele.
2. Jesus agia e reagia às pessoas.
Jesus não estava passivo as pessoas e as multidões como quem não quer nada. Na multiplicação dos pães e peixes, o Mestre viu e sentiu que o povo tava com fome, e operou um milagre ali. Neste caso, Jesus ensinava as multidões. Transmitia conhecimento, semeava a boa palavra. Não deixa que as pessoas passassem por ele, sem que ele o percebesse.
3. Jesus vê nas pessoas um valor incalculável.
O mestre vê ouro humano, em meio aos destroços da vida humana. A prova disto é o chamado de Mateus, um coletor de impostos judeu, que viveu sob ordens do império romano. A sua nacionalidade era questionada, por aumentar os impostos, fora que os publicanos tinha sua parte no tributo, e os seus conterrâneos o desprezava. Mateus era desprezado e tido como corrupto. Mas neste coração Cristo viu um discípulo, e o viu em seu ambiente de trabalho (na alfândega). Imagine você quantos discípulos que estão no mundo ainda não foram alcançados. Jesus não ignorou a ninguém por causa de reputação.
4. Jesus sabia estabelecer prioridades.
O Mestre ao ser chamado a casa de Mateus, foi sem nenhuma resistência. Sentou-se a mesa, comeu com publicanos, pecadores e discípulos. Jesus não criou partidarismo, não separou grupinhos de conveniência, mas se relacionou com todos. Ele estava à mesa. Estar à mesa na cultura judaica significa aliança. Ele simbolizava naquele momento a nova aliança do seu sangue. E comeu e bebeu com todos. Quando os escribas perguntaram e questionaram que ele comia com publicanos e pecadores, Ele demonstrou que o ser humano tem muito mais valor, quando disse: “os sãos não precisam de médicos e sim os doentes, não vim chamar justos e sim pecadores”. Cristo não pediu para que a conversa fosse deixada para depois, pois todo mundo tava comendo. A comida, era segundo plano estava em seu coração. O que ele mais importava com aquele momento era com os doentes, e o quanto sua presença era importante para os curá-los.
Quantas vezes colocamos coisas na frente de pessoas. Em eventos, o cardápio, a comida, sempre vem primeiro em nossa mente, e esquecemos que priorizar a criação de pontes de relacionamentos, de amizades, de sermos luz e sal no mundo. Perdemos o verdadeiro propósito das coisas. Como isto, não estou fazendo apologia a comida e eventos. Também sou humano, e é bom demais. Mas que Cristo nos ensina que o ser humano deve ser valorizado, e nossa influência conta muito. E nesta era tecnológica, trocamos muitas vezes o aperto de mãos pelo torpedo, o abraço pelo email, o comer na mesa juntos com amigos e familiares, pelas redes sociais. Devemos saber utilizar estes recursos, sem omitir a essência da necessidade humana que é também ser sociável, viver em sociedade, e servir ao Deus que estima a nossa vida com os seus valores.
“O reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça, paz e alegria no espírito”
Fraternalmente,
Augusto Cézar P. de Lima